Biodigestor: o trunfo da humanidade em direção à sustentabilidade

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Biodigestores são dispositivos de fabricação relativamente simples, que proporcionam a reutilização de resíduos para gerar gás e adubo, também chamados de biogás, que pode ser utilizado para geração de energia, e biofertilizantes, que são excelentes para a preparação do solo para a agricultura. O biodigestor, em geral, é nutrido com restos de alimentos e fezes de animais acompanhados de água.

Dentro do aparelho, esses resíduos entram em decomposição pela ação de bactérias que não precisam de oxigênio. No decorrer do processo, todo o material orgânico se converte em gás metano, que é muito utilizado como combustível de fogões de cozinha e em geradores de energia elétrica, por exemplo.

Na hipótese de uma granja, o gás produzido pelas fezes das galinhas é utilizado para aquecer os ovos nas chocadeiras.

Para fabricar um biodigestor, normalmente cava-se um buraco no chão, que é vedado com cimento e tijolos. Uma porta deve ser deixada para que os resíduos possam ser colocados e retirados de dentro do aparelho. O gás pode ser retirado por meio de um encanamento.

Na Alemanha, os investidores constataram a grande oportunidade de negócios com biodigestores e o país já tem mais de 9 mil aparelhos comerciais em atividade, número que aumenta a cada ano.

O Brasil é um país que tem a economia embasada no agronegócio, sendo um dos principais produtores de alimentos do mundo. É sabido que onde muito se produz também se gera muitos resíduos, o que acarreta em uma enorme demanda por soluções viáveis e baratas para o tratamento destes.

O Biodigestor é, de fato no mercado brasileiro, uma alternativa simples e prática para o que normalmente é descartado de diversas formas no meio ambiente, além de contribuir para a economia familiar ao baixar os custos de produção.

Uma das características mais importantes da biodigestão é a diminuição iminente da contaminação acarretada pelos rejeitos animais e humanos, diminuindo a chamada Demanda Química de Oxigênio (DQO) e a Demanda Biológica de Oxigênio (DBO) em até 90%.