• Débora Daumas

    Eu considero que esses movimentos ecológicos (no restrito sentido da palavra, não aplicando a raça humana) que tem buscado restaurar uma dada harmônia no planeta são o efeito do detrimento da matéria para o espírito, já que biologicamente falando qualquer forma morta está mais repleta de vida e toda forma viva tem seu próprio sentido de realidade e tempo. Mas considero válido quando o ideal é a busca de uma fraternidade de homens, ainda que muito imperfeita.

  • Andrea Ribeiro

    Eu estava neste incrivel curso de tecelagem citado no artigo, que aconteceu no Pindorama. Sou engenheira agrônoma , trabalho com meio ambiente , produção orgânica e tenho anos de vivência em propriedades rurais. O que esperava ao visitar o local era algo compatível com o que está sendo divulgado no site, a expectativa era conhecer a experiência relatada e divulgada como atrativo do local. E foi nesse sentido nossa sugestão de melhorias, que nada teve de expectativa superestimada. O curso, pago, oferecia Yoga matinal, e disponibilizava o espaço como forma de divulgar a iniciativa de vida fora do sistema. Ao invés de uma ecovila o que vimos foi um espaço dividido entre a parte empresarial (que oferecia o curso) e os voluntários presentes no local. Pessoas solícitas, interessantes, empenhadas em trocar experiências; não conhecemos nenhum morador. Por isso, talvez, a necessidade do feedback indireto, das trocas de mensagens. Se não deseja superestimar as expectativas , considere a possibilidade de rever a divulgação realizada no site do Instituto. Desejo sucesso na empreitada, mas lembro que honestidade e humildade são essenciais para empreender a mudança proposta. Ou estaremos fazendo marketing , seguindo o sistema com o qual pretendemos romper.
    Andrea Ribeiro

    • Nilson Dias

      Olá Andrea, tudo bem? O Instituto Pindorama é uma Estação de Permacultura. Nosso trabalho é realizar pesquisas e promover a disseminação de informação acerca da sustentabilidade e bem-estar em duas diversas facetas (autossuficiência, energias alternativas, arquitetura de baixo impacto, alimentação, agricultura, etc). Aqui residem 2 famílias e alguns voluntários em certas épocas do ano. De acordo com a definição de “Ecovila” da GEN, Global Ecovillages Network, o Instituto Pindorama poderia se autodenominar uma Ecovila ou assentamento humano sustentável, porém nós definimos como um Instituto de Educação e Pesquisa para evitar expectativas demais. Em nenhum local em nosso site, facebook ou Youtube você verá a denominação do Instituto como uma “Ecovila”, você que veio na expectativa de encontrar moradores, que não tem obrigação no caso de estarem presentes em 100% dos cursos, apesar de estarmos em praticamente todos eles. O feedback de vocês foi muito importante, através dele mudamos o arquivo de boas vindas enviado aos alunos incluindo a informação de que nem sempre estou presente em todos os cursos e que a prática de Yoga está sujeita a disponibilidade de professor. Também pensamos em fazer um grande croquis mostrando todo zoneamento do Instituto e também os elementos permaculturais e melhorar a sinalização interna de nossa escola, até para explicar que os shitakes só nascem em troncos “podres” pois até este tipo de feedback nós tivemos do grupo de vocês, que os troncos estavam podres *rsrsrsrs enfim, acho que a humildade deve vir de ambos os lados, de quem chega com uma carga de ideias, julgamentos e expectativas e de quem recebe, no caso, as pessoas que os te receberam, a equipe da escola e os voluntários, foram todos super solícitos e educados, apenas por um demanda de trabalho externo, não podemos estar presentes e também fazer a acolhida esperada como fundadores e moradores do espaço. Este artigo não é inspirado apenas na ocasião em que vieram, mas num somatório de experiências com grupos tanto no Instituto quanto em outros espaços, porém serviu de gatilho para trazer a tona estes sentimentos de alguém que reside numa escola de Permacultura e que escolheu trabalhar de domingo a domingo com isto, porém é constantemente julgado até por não estar disponível em um dos eventos porque estava trabalhando fora.

  • Rachel Rizério

    Boa noite Nilson e Pindorama.
    Há bastante tempo acompanho a agenda de cursos do Pindorama, através de e-mail e Facebook. Com admiração e entusiasmo acompanho tudo o que vejo. Tive então a primeira oportunidade de ir conhecer o Instituto através do Curso de Tecelagem. Foi um curso incrível, Gerardo e Márcia como instrutores, e claro Denise como anfitriã e representante do instituto. Conheci tb alguns voluntários em suas passagens breves pelo sítio, pois passavam o dia inteiro na cidade. Além disso, o ambiente ao redor da casa. Que ambiente era esse? Onde estávamos? Esse aspecto faltou… Nenhuma de nós estava ali para fazer turismo Nilson, longe disso. Quem quer aprender a tecer, fio por fio, manualmente, quer outra coisa. E fomos para o Pindorama aprender a tecer, pois foi isso que recebemos online. E lá, apenas procuramos saber, onde estava o Pindorama, na realidade? O que deixamos foram apenas sugestões. E com imenso respeito e gratidão a Denise, nossa anfitriã acolhedora naqueles dias, deixo aqui meus sinceros votos de saúde, paz, energias positivas para a nobre empreitada que preconizam realizar, alguns na íntegra da realidade, outros na íntegra da vida online.
    Rachel Rizério

    • Nilson Dias

      Ola Rachel, tudo bem? Agradecemos seu interesse em nosso projeto! Este feedback foi muito importante. Estamos trabalhando num “painel” impresso que ficará na casa sede justamente para mostrar de forma didática e auto-explicativa o zoneamento do Instituto e os elementos que integram nosso sistema Permacultural. Espero que tenha tido ótimos momentos por aqui e ficamos grato pelo feedback que foi muito construtivo. Grande abraço, Nilson Dias